Tony Botelho
Contrabaixos
Antonio Augusto Vidigal Botelho de Magalhães — Tony Botelho — tem formação clássica e popular, iniciando sua carreira como contrabaixista acústico em 1973, tocando com Johnny Alf, Lúcio Alves, Tomás Improta e Mauro Senise. Pouco depois, passou a integrar o grupo A Fina Flor do Samba, dedicado ao choro e ao samba de raiz. Com esse grupo, acompanhou a cantora Beth Carvalho por dois anos.
Em 1977, ingressou na Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1979. Nesse mesmo ano, conquistou o 2º lugar no concurso Jovens Solistas, realizado pela FUNARTE/TV Globo.
Ainda em 1979, foi convidado pelo maestro e compositor Cláudio Santoro para atuar como primeiro contrabaixo da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional e professor da Escola de Música de Brasília, cargos que ocupou por 12 anos consecutivos. Nesse período, em duo com a pianista Elenice Maranesi, apresentou-se nos Estados Unidos e no México, além de participar do grupo Free Som e de inúmeras apresentações em Brasília.
Em 1991, mudou-se para Londres, onde viveu por cinco anos. Nesse período, teve a oportunidade de tocar e gravar com importantes nomes do jazz inglês, como Norma Winstone, Rob Koral, Sue Hawker, Mike Rowland e Simon Purcell.
Ainda em Londres, aperfeiçoou-se com Thomas Martin, então spalla dos contrabaixos da London Symphony Orchestra (LSO) e professor da Guildhall School of Music.
Em 1995, passou a viver em Guadalajara, no México, onde se dedicou, durante cinco anos, principalmente a gravações e arranjos.
De volta ao Brasil, em 2000, participou da turnê internacional — com apresentações nos Estados Unidos, Canadá e Europa — da cantora baiana Virgínia Rodrigues.
Desde 2001, integra os quadros da Orquestra Petrobras Sinfônica e da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
Como músico popular, atua em shows e gravações com artistas como Paulo Moura, Marco Pereira, Wagner Tiso, Idriss Boudrioua, Tomás Improta, Marcos Nimrichter, Mauro Senise, Zé Menezes, Itamar Assiere e Carlos Malta.
Em 2018, fundou a Camerata Jazz Brasil, da qual é diretor artístico.






